Por Thiago Lima – Boas noticias para Santa Inês e região!

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Depois de 4 meses de persistência o Ministério da Saúde vem aí! (O que se tratando de MS é um recorde, diga-se de passagem).

Antes gostaria de explicar como foi o trabalho para trazê-los para depois explicar o que eles vêm fazer.

Em janeiro comecei a minha peregrinação oficial como secretário municipal de saúde de Santa Inês e presidente da Comissão Intergestora Regional (CIR) de Santa Inês, que engloba 13 municípios e tem população estimada em cerca de 350 mil habitantes.

Triste noticia ao descobrir que fora os funcionários de alto escalão (ministro, secretário executivo, etc.) e o pessoal da assessoria parlamentar, devido a contato direto com o ex-deputado Ribamar Alves, ninguém sabia da existência desse município maranhense, mas nem mesmo os funcionários que trabalham diretamente com o Maranhão, e são mais de 20 que cuidam pura e exclusivamente das questões do nosso estado, logo nem Governo Estadual, nem Governo Municipal, jamais foram lá pedir por nós, pela nossa saúde.

Ora, se o ex-prefeito Roberth Bringel que tanto se orgulha de ser médico e ter uma familía de médicos não dá para entender o motivo desse descaso com a saúde, que antes eu pensava ser moderado, mas então pude concluir que é total, afinal se ele tanto fez para eleger sua esposa dra. Vianey Bringel deputada estadual, por que a mesma não buscou o secretário de estado da saúde, Ricardo Murad, e solicitou que o mesmo pedisse por nós em Brasília?

Pois o secretário de estado foi a Brasília diversas vezes, como sei disso? Simples, ele foi lá pedir pelos seguintes munícipios:


– São Luís
– Imperatriz
– Coroatá – Codó
– Pinheiro
– Caxias

Essa era a ordem na qual o Ministério já possuia sua programação da formatação das redes de saúde para o nosso estado e depois eles iriam para os munícipios que já possuem UPA e SAMU, como:

– Bacabal
– Grajaú
– Barra do Corda
– Etc.

Obs. Quando coloco município eu estou citando na verdade as microrregiões de saúde que possuem esses municípios como pólo e que dão nome a mesma. 

E Santa Inês, bem Santa Inês não tem SAMU (motivo de espanto todas as vezes que falava isso) e não tem UPA alocada ou em construção, ou seja, nós seriamos os últimos no estado a sermos visitados pelo MS.

Mas, depois de muita persistência, idas e vindas, telefonemas e emails, explicações sobre a importância geopolítica e econômica da nossa região, muitos mapas do estado desenhados, muita resenha sobre o fato de Santa Inês hoje atender do Pará até Vitorino Freire nos seus hospitais, conseguimos mudar tudo, furamos a fila literalmente, e tirando as microrregiões de São Luis, Imperatriz e Codó-Coroatá, a próxima agora é Santa Inês.

Foi cansativo, mas recompensador ter conseguido colocar Santa Inês no mapa da saúde nacional.


O que vem fazer o Ministério da Saúde em Santa Inês?
O MS vem com seus técnicos nos ajudar a pactuar as redes de saúde da nossa microrregião. Explico:
– Pactuação é a formalização de um acordo entre os municípios e o estado de como funcionarão nosso fluxo de saúde.
– Redes de saúde é a forma como hoje chamamos esses fluxos, pois entendemos que saúde não é isolada, funciona em sistema de rede (como uma teia de aranha) e que vai se conectando a outras redes até cobrir todo o estado e o país.
– As redes são:
1. Rede de Urgência e Emergência: que cuida dos hospitais, UPAs, SAMUs.
2. Rede de Atenção Psicossocial: que trata das casas de apoio, CAPS.
3. Rede de Doenças Crônicas: que abrange todas as patologias de uso de medicação contínua, mas principalmente toca o tratamento dos pacientes com câncer.
4. Rede Cegonha: maternidades, maternos-infantis, atenção as gestantes. 
5. Rede do Paciente com Deficiência: que vai desde os que nasceram até os que adquiriram alguma deficiência física ou não ao longo da vida.

Serão três dias, 20, 21 e 22 de maio, de discussões para essa normatização nos quais estaremos reunidos: os 13 secretários de saúde, assessores municipais, os grupos condutores do Estado e os apoiadores do Ministério. 

Isso significa que no dia 23 de maio Santa Inês amanhecerá com uma nova estrutura de saúde? Não, mas nos dará o parametro para podermos lutar por recursos e investimentos, se essa pactuação tivesse sido realizada no ano passado já haveria possibilidade de estarmos recebendo investimentos, ou se tivessem pedido uma UPA ou o SAMU para Santa Inês e região anteriormente seria mais fácil, pois antes se liberava por solicitação, sem a pactuação, que só foi instituida no ano passado, mas pelo menos já saberiam que nós existimos.

A primeira batalha foi vencida: colocamos Santa Inês no mapa e vamos realizar nossa pactuação.


A segunda é mais árdua batalha ainda está por vir: tirar as coisas do papel e transformar em prática, em investimentos.

Mas agora já existe a possibilidade de realizar esse compromisso do prefeito Ribamar Alves, que é o de transformar Santa Inês em um pólo de saúde estadual, e se deixarem até nacional.

Quero agradecer a todos os funcionários da secretaria municipal de saúde, pois graças a eles a secretaria vem apresentando os resultados que buscamos e eles tem dado os subsídios para que eu possa travar essa batalha de buscar benefícios, recursos, estruturação para nossa região.

Para quem não entendia, agora leia com atenção e compreenda:

Secretaria Municipal de Saúde de Santa Inês – MASaúde Sem Fronteiras Governo Sem Fronteiras
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Só para concluir: tudo que citei não é politica é um desabafo como médico e como ser humano pelo descaso com o qual trataram a saúde do nosso município!