Africanos presos e liberados pela PRF podem ter assaltado posto

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A Polícia Rodoviária Federal (PRF) liberou os africanos Sudop Pierre, da República do Congo, e Belarmin Senami, da República Centro Africano, que foram presos na manhã da quarta-feira (14), no Km 85 da BR-135. No momento da prisão foram achados vários pacotes contendo a quantia de R$ 209 mil reais, que a PRF desconfiou que fosse para a compra de drogas. Os africanos alegaram no momento da prisão que o dinheiro seria investido na compra de cabelo. A policia investiga a possibilidade do dinheiro ser oriundo de um assalto à um posto de gasolina.
“Observei que sob o banco do passageiro dianteiro havia um volume encoberto por uma calça jeans onde apareceram dois tabletes semelhantes aos de droga. Os suspeitos informaram que naqueles tabletes estranho havia aproximadamente R$ 80.000, em cada parte dos dois volumes. Observei que os africanos fizeram menção de fuga e, imediatamente, foram algemados. Em seguida, logramos êxito em encontrar mais dinheiro no interior das cuecas dos indivíduos”, informou o inspetor da PRF responsável pela prisão e liberação dos dois africanos, Landin Ribeiro.
Os dois foram conduzidos para a Delegacia Regional de Itapecuru. Chegando lá, o inspetor afirmou que não havia um delegado de plantão, foi recebido apenas pelos carcereiros. “Quando fizemos a detenção, falamos com um policial federal que estava de plantão, de nome Charles, que disse que não havia materialidade do delito. E nos orientou a seguir para delegacia de Itapecuru que é a mais próxima de nós. Chegando lá, disseram que eles não podiam ficar lá, pois se tratava de um crime federal. Não podíamos ficar andando com os dois por aí, sem saber se haviam cometido algum crime”, afirmou Landin Ribeiro. A detenção dos africanos aconteceu por volta das 3h da quarta-feira, às 6h30 eles foram liberados pelo inspetor da PRF. “Conduzi os dois de volta até a barreira da PRF e, na presença das testemunhas, liberei os detentos e devolvi o que eles detinham durante a abordagem, inclusive todo o dinheiro, R$ 209 mil conferido na presença de todos”, ressaltou.
Na quarta-feira (14), por volta das 17h, Polícia Federal (PF) divulgou uma nota, afirmando que os africanos não foram apresentados à PF. “A Polícia Federal está no aguardo da documentação dos africanos para verificar sua situação no país ou a apresentação dos estrangeiros para análise da instauração de inquérito em caso de crime de competência federal”, esclareceu a nota.
Após o inspetor da PRF, Landin Ribeiro, informar que havia comunicado a PF da detenção dos africanos e que recebeu a orientação de liberá-los por falta de materialidade do delito, a PF divulgou, nesta quinta-feira (15) pela manhã, nova nota à imprensa: “A Polícia Federal no Maranhão esclarece que, como responsável pelo controle migratório, tem a atribuição de autorizar o ingresso e permanência de estrangeiros no País, inclusive instaurando e instruindo procedimentos administrativos que podem levar à expulsão de estrangeiros que se encontrem em solo nacional. No entanto, esclarece que não possui atribuição legal para investigar crimes pela simples condição de terem sido praticados por estrangeiros ou contra estrangeiros, se tais crimes não guardarem relações com o rol de atribuições da Polícia Federal, como, por exemplo, crimes praticados contra o patrimônio da União, tráfico internacional de drogas, contrabando, etc. As atribuições de polícia administrativa (controle migratório) não se confundem nem implicam em atribuições de polícia judiciária (investigação de crimes)”.
Assalto
Após a divulgação pela imprensa, o empresário João José de Carvalho, dono de um posto de gasolina em Santa Inês, procurou a polícia na quarta-feira (14), denunciando que dois estrangeiros teriam rendido um dos funcionários da sua empresa e levado a quantia de R$ 210.000, em dinheiro, na terça-feira (13).
“Acho estranho que alguém que tenha sofrido um assalto só denuncie no dia seguinte. De qualquer forma, nós não sabíamos do assalto no momento em que os dois foram detidos”, ressaltou Landin Ribeiro.

Fonte – imirante